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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Entrevista com a escritora brasileira Cacá Adriane, autora de "O Último Beijo"

Bom dia meus amigos. Eu já tinha essa entrevista faz um tempinho, mas segurei para publicar na segunda feira para apreciarem mais essa excelente entrevista que fiz com a autora Cacá Adriane que publicou no mês passado seu livro pela Editora Dracaena, parceira do Literáfics a quase um ano. Bem galera, logo abaixo esta a entrevista, espero que gostem.

Entrevista com Cacá Adriane, autora de "O Último Beijo".


1 – Escrever para muitos é uma dádiva. Conte a meus leitores seus contatos com a literatura durante sua vida. (Pergunta inaugural)
R: 
    Quando criança eu lia muito, o primeiro livro que me lembro de ter lido (porque devo ter lido outros antes) foi “Com Lagartixa Não Tem Conversa” de Orlando de Miranda, alias eu consegui o readquirir faz pouco tempo, mandei o livro vir de Manaus, mas queria te-lo para mostrar aos meus filhos. Minha mãe é professora, formada em letras (português – inglês), sempre incentivou a leitura em casa, ela mesma tem leitura dinâmica (infelizmente não puxei isso dela, leio rápido, mas nem chega aos pés dela), quando voltava do trabalho sempre me trazia livros novos e eu amava os da coleção Vagalume, li mais de 40 títulos dessa coleção.
    Ainda na infância escrevi muitas poesias, completei cadernos inteiros, hoje em dia não consigo mais elabora-las, mas levo comigo o carinho pela grande Helena Colody que continua sendo minha poetisa preferida.
   Com dez anos meus filmes favoritos eram do William Shakespeare, acho que não fui uma criança muito convencional, amo W.S até hoje.
    Na pré-adolescência larguei os livros por completo, não lia e não escrevia mais poesias, só voltei a ler quando estava com 20 anos. Foi um momento bem complicado pessoalmente e voltei a ler, em boa parte porque queria fugir da realidade. A minha volta a literatura foi com Agatha Christie (My Queen), devorei os livros dela, um atrás do outro, faço coleção de livros dela, inclusive vários são de sebos. Depois disso passei a ler um livro por dia, fiquei muito viciada.
    Li a saga Crepúsculo e insatisfeita com o final comecei a escrever uma fanfic (Storm), mas não gostei de trabalhar com personagens que não eram meus, então comecei meus próprios livros.
    Acho que resumi bem rsrs.

2 – O último Beijo é o seu primeiro livro, como se sente e se sentiu após a publicação?
R:
    Está aí uma coisa difícil de definir. Foi uma mistura muito grande de felicidade, euforia, animação, medo, incertezas, receio, gratidão, recompensa, orgulho. Chorei muito, ri muito e me desesperei muito também.
    Foi a realização de um sonho, mas só uma etapa dele. Quero publicar muitos outros livros ainda e como todo escritor queria poder viver apenas disso. 
    Foi um processo difícil, que exigiu muito investimento financeiro, tempo livre, tempo longe de família, amigos e namorado. Desistir foi uma coisa que às vezes cogitei, mas aí pensava: “Ok, vou desistir de publicar o livro, nunca mais vou escrever!” dois segundos depois já tinha aquela convicção que desistir não era uma opção.
    Cada dia que passa me sinto mais realizada com a publicação do OUB, cada leitor novo, cada comentário, alimentam minha alma de alegria.

3 – Muitos outros textos de outros escritores abordam uma temática muito parecida. Qual foi a sua maior influência para escrever O último Beijo?
R:
    Realmente, o mercado está cheio de romance sobrenatural, mas como é o estilo de livro que gosto de ler, praticamente só leio esse gênero, então só consigo imaginar historias sobrenaturais rsrs.
    Todos os livros que já li me servem de influencia de o que fazer e o que não fazer, de ideias, de personagens. Quando comecei a escrever OUB estava lendo Sussurro da saga Hush Hush, mas não sei dizer até que ponto isso me influenciou.
    Não sei dizer de onde tirei a ideia do livro, estava escrevendo outro livro na época (Dama D’Água), tive um sonho com o personagem Gabe, mas nada envolvendo a temática da serie, somente ele mesmo.
   Uma semana depois no meio do trabalho, comecei a escrever OUB e as ideias foram surgindo, não posso dar mais detalhes se não vou entregar o “ouro” rsrs.

4 – Fale mais dos constantes pesadelos vividos por Jasmim.
R:
    Sou uma pessoa muito ligada a sonhos, acredito muito neles e quis passar isso pra o meu livro... Para saber mais tem que ler o livro (risada de bruxa on).

5 – Gabe é um rapaz qualquer? Que tipos de segredos ele trás consigo?
R: 
    Gabe sob nenhum aspecto é um rapaz qualquer, o acho simplesmente perfeito, com as complicações perfeitas (apesar de que sou suspeita), ele tem muitos segredos, talvez nem ele mesmo saiba de todos, mas não posso revelar nenhum, isso estragaria a leitura.

6 – Como foi escrever o seu livro. Quanto tempo demorou a finalizá-lo?
R:
    Escrever o meu livro foi uma das coisas mais maravilhosa que já fiz na vida, demorei cerca de 10 meses para finaliza-lo, mas a maioria foi feito em 6 meses que fiquei sem trabalhar. Escreve-lo me deu muito prazer, foi muito divertido, eu o postava na internet e tinha cerca de 200 leitoras, era muito gratificante e elas me ajudaram muito.

7 – Que dificuldades enfrentou durante o processo para a publicação?
R:
    Se tivesse que escolher um aspecto como o mais difícil, diria o financeiro. Essa parte pesa e muito no orçamento. Cada etapa era um gasto a mais, tudo que se pensar em fazer envolve mais dinheiro. Um conselho para quem ainda não publicou: Faça uma poupança bem gorda rsrs.
    Falta de tempo também pesou bastante, muitas vezes tive que revisar o livro, tinha prazo a cumprir e não tinha tempo para isso, mas nada que não desse para dar um jeitinho.

8 – Pelo que foi passado, o livro O Último Beijo é o primeiro de uma série que esta sendo elaborada por você. Quantos trabalhos pretende publicar? E como esta o processo para escrever o próximo?
R:
    OUB é o primeiro livro da serie The Last, planejo mais três ou quatro livros para essa serie, sendo que esse ultimo seria sobre a vida do Gabe.
    O próximo livro já está pela metade, confesso que no atual momento parei de escreve-lo, mas só por enquanto. Quis acompanhar o lançamento do primeiro livro integralmente, e estou me dedicando muito as vendas agora, mas em poucas semanas retomo a escrita da continuação, que promete muitas revelações.

9 – Ana Paula, é uma personagem que se envolve intimamente com Jasmim. Essa amizade será eterna ou passageira. Qual a importância da personagem para a estória?
R:
    Inspirei essa personagem na minha melhor amiga de mesmo nome, nossa amizade já tem onze anos e vivemos muitas das aventuras relatadas no livro, espero que a amizade delas seja tão duradoura quanto a minha e da minha Ana. Posso afirmar que não criei nenhum personagem no OUB que não tenha alguma importância, mesmo que mínima.
    Acredito que a Ana Paula é o lado despreocupado e aventureiro da Jasmim, absolutamente a Ana é muito importante para a personagem principal.

10 – Muito obrigado pela entrevista, como sempre, agradeço em nome dos leitores do blog. Se achar que é necessário escrever mais alguma coisa, fica aberto o espaço e, para finalizar, deixe um recado aos meus leitores.

Eu que agradeço pela oportunidade, foi uma honra, amei as perguntas.
Espero que muitas pessoas se interessem em ler O Último Beijo, e que apreciem a leitura.

Se você pensa em publicar um livro: “Não desista. O processo é demorado, envolve investimentos financeiros, é trabalhoso, exige muito do seu tempo livre, mas vale muito à pena. Se esse é o seu sonho, não desista. Estude muito e leia mais ainda, esse é o caminho.”

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Entrevista com o autor Ledi de “Portais”



Olá galerinha fascinada por livros. Fiz uma super entrevista com o escritor do livro “Portais” da Editora Dracaena. Foi muito legal, o escritor narra sua vida acadêmica e como veio à ideia de escrever o livro. Conta também as dificuldades que enfrentou quando tentou publicar de forma independente  o seu livro e também dos novos trabalhos que estão por vim. 


Para comprar o Livro: www.dracaena.com.br

Leiam a entrevista:

1 - Ledi, você tem uma carreira muito promissora na área da informática, o que o levou a escrever um livro?

Acredito que buscar novos objetivos na vida é fundamental para o sucesso profissional e pessoal. Escrever tornou-se um habito, quando comecei a redigir o livro Portais, já publicava diversos posts em meu blog (www.ledi.com.br) sobre gestão estratégica de negócios, pois estava no final do meu MBA e tinha muitos assuntos interessantes para abordar. 
E como muita gente diz, quanto mais você escreve e lê, melhor e cada vez mais você vai ler e escrever. Por isso, decidi que queria escrever alguma coisa diferente do que estava acostumado e, em um belo dia, fui a uma livraria em um shopping de BH, onde vi no cartaz de um livro que já havia lido a informação de que ele já vendera 44 milhões de cópias pelo mundo... Assim, achei que podia fazer uma história melhor, não apenas para competir, mas sim para impor um desafio a mim mesmo. Resumindo, depois deste dia, comecei a pensar em uma história e não parei mais.
Portanto, acredito que descobri a escrita depois de impor a mim mesmo um novo desafio e ter a coragem de seguir em frente. Sempre imaginei minhas histórias, lendo livros, assistindo a filmes ou simplesmente “viajando”. Mas, colocar uma delas no papel foi fantástico
2 – Você fala que temos de estar preparados para todas as adversidades e acontecimentos, por acaso você já deparou com uma mudança muito drástica em sua vida que teve de aceitar e enfrenta-la? Qual?

Entendo que em nossas vidas sempre existem mudanças, pois vivemos uma mudança constante, desde a parte biológica, passando pela emocional e por várias vezes na profissional.
Nunca tive uma mudança drástica em minha que marcasse de forma importante, mas sempre busca mudar para melhor, e algumas vezes as tentativas não são tão bem sucedidas, por precisamos nos preparar para o que der e vier.
Porque mudar, é mudar, mudar e mudar de novo, afinal o que nos trouxe até aqui não nos levará de volta ou a outros lugares.

3 – Por que os “portais” são a chave da trama narrada em seu livro?

Os Portais são mais do que passagens dimensionais e sim um simbolismo com a busca por conhecimento, auto descobrimento. Promover a busca das chaves dos Portais é unir forças entre amigos e provar que o amor é forte, mesmo nos momentos mais difíceis 

4 – Você escreveu “Portais” aos 36 anos, você decidiu que iria publica-lo de forma independente, qual foi o maior obstáculo?

A decisão de fazer uma publicação independente, ocorreu por dois motivos: Primeiro, é muito difícil conseguir uma editora profissional que queira investir no trabalho de um novo autor. Entendo que editoras são empresas e por isso investir dinheiro sem mínimas garantias é uma decisão arriscada. Neste sentindo tomei a decisão de não procurar um editora. 
Segundo, e o ponto mais importante da decisão, foi que como era meu primeiro livro, precisava conhecer as fases de publicação, pois quando for publicar por uma editora é importante conseguir dialogar com os editores os detalhes do livro.
Em relação a dificuldade, sem duvidas posso apontar que a distribuição do livro é a parte mais complicada para um autor iniciante.

5 – Pelo que sei de sua obra, ela retrata todos os lugares em que você pode conhecer pessoalmente. Em sua opinião, é mais fácil aproveitar um ambiente pré-existente, como no caso dos países que visitou, ou criar um mundo completamente original?

Acredito que não seja uma questão de ser mais fácil ou difícil, acho que depende da proposta do livro, por exemplo em Portais, foi importante colocar um cenário existente, pois aborda muitos temas culturais, como a Charlie Bridge em Praga, o chafariz da Igreja do Pillar em Ouro Preto e vários outros locais. Além de citar personagens importantes da cultura mundial, o conjunto destes fatores levaram a conceber a história em lugares conhecidos.
Não vejo problema em criar um mundo novo, muito pelo contrário, acho sensacional, nos próximos trabalhos talvez possa pensar em algum cenário imaginário!

6 – Você escreve sobre uma turma de universitários que descobrem os Portais. Por que escolher um grupo de universitários e não um grupo de pessoas distintas. 

No contexto da história o grupo de universitário já eram amigos desde a infância, o fato deles estarem na universidade foi apenas o momento onde tudo começou. Por isso considero que eles sejam pessoas distintas.

7 – Você é uma pessoa esforçada em que faz, e o livro é o primeiro de uma trilogia, por acaso já existe a previsão de um próximo lançamento? 

Sim, estou escrevendo bastante, o segundo livro da trilogia deve sair no final do ano, mas em outubro estarei lançando pela editora Dracaena um novo livro, chamado Recomeço, trata-se de romance muito interessante.

8 – O próximo livro da série virá com a mesma temática ou vai trazer algumas novidades?

Já estou na metade do segundo livro, posso garantir que teremos muitas novidades e surpresas pela frente. Diversas lacunas que foram deixadas propositalmente no primeiro livro, serão respondidas  no segundo, mas claro temos que deixar algumas coisas para o último livro.

9 – Quem foi a sua inspiração que alicerçou o sonho de escrever?

Esta é uma pergunta difícil, pois acho que desde criança sempre gostei de fazer alguma coisa que deixasse as pessoas felizes, e descobri que quando alguém lê meus livros e gostam, sinto-me como se estivesse cumprindo meu dever.
Não sei dizer ao certo de onde vem a inspiração, consigo ser uma pessoa bem focada, e procuro inovar para escrever. Gosto muito de viajar e conhecer outros lugares, e como tive a oportunidade de estudar em Ouro Preto e visitar todos os países descritos no livro, acredito que foi daí que começou a nascer a história.
Para escrever, muitas vezes “emprestamos” nossas experiências para os personagens, e desta forma ajuda a compor a história. Acredito que inspiração é como motivação, você mesmo precisa encontrar uma maneira de se motivar todos os dias, a mesma coisa com a inspiração, cada um precisa encontrar uma maneira de se inspirar, e digo isto para qualquer ramo de atividade.

10 – Muito obrigado pela entrevista, gostei muito de ter mais uma oportunidade de entrevista autores nacionais. Espero que tenha gostado, deixe um recado aos leitores, e se quiser acrescente mais alguma coisa que ainda não foi falada. 

Eu que agradeço a oportunidade, e estou sempre a disposição.
O recado é simples, para os leitores que já leram Portais, espero que tenham gostado e fiquem a vontade para enviar suas criticas (positivas e negativas), os autores adoram receber informações sobre seus livros.
Para os leitores que ainda não leram, leiam, tenho certeza que Irão gostar.

Grande abraço e Descubram os Portais

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Entrevista com Vanessa Bosso - Contando mais do Livro "A Aposta"

Bom dia meus amigos leitores, como anunciado nas redes sociais, entrevistei Vanessa Bosso, ela vai contar para nós um pouco mais sobre o livro "A Aposta", que apesar de estar sem previsão de lançamento com data e mês marcado, possivelmente o livro saia neste ano, ou melhor, como disse a própria autora, já esta confirmado para 2012, seu livro será lançado antes do fim do mundo, pelo menos é uma boa notícia para os leitores de suas obras. Vanessa esta com mais dois projetos finalizados, assim que souber mais aviso vocês.


Entrevista com Vanessa Bosso

1 – Conte-nos mais sobre o surgimento da ideia  para escrever A Aposta.

Farei uma revelação bombástica: Eu fiz uma aposta dessas! KKKKKKKKK, foi assim que surgiu a ideia para o livro. Obviamente minha história foi diferente, mas o plot surgiu daí.

2 – A Aposta vai nos contar uma história com uma temática diferente da que você costuma publicar, ou as doses de suspense ainda iram nortear a história?

A temática é outra. Os meus leitores estão acostumados com textos repletos de conspirações, sobrenatural, fantasia... nesse livro não tem nada disso. É uma história que poderia ser real, norteada no universo adolescente.
É uma obra repleta de ação, aventuras, romance e uma narrativa surtada (a narradora em terceira pessoa dá um toque todo especial a esse livro).

3 – A Editora Dracaena esta com distribuição internacional, oque acha disso? Vai publicar no exterior?

Exterior, aí vou eu!
Acredito muito nesse trabalho internacional da Editora Dracaena. É uma aposta, a princípio, mas já vislumbro uma abertura de mercado excelente para os autores da editora.

4 – Seu trabalho anda tendo grande repercussão, um exemplo bem nítido é o número de pessoas que apreciam seus livros e deixam recados em sua página no Facebook (como eu ando acompanhando), como se sente em receber tantos elogios?

Elogios são muito bons, dão um gás todo especial para dar continuidade ao trabalho. Mas também recebo críticas, o que por sorte, são poucas. Levo bem as duas coisas, buscando um equilíbrio nesse processo.

5 – Sobre o livro A Aposta, o tempo em que o escreveu foi muito curto em comparação entre o tempo de O Senhor do Amanhã e Possuída, quando o livro será editado e publicado?

A Aposta foi uma história que nasceu pronta na minha cabeça. Nunca tinha recebido um insight tão forte e o melhor: com começo, meio e fim.
Dediquei 12 horas por dia no processo de escrita, inclusive finais de semana e feriados. Eu precisava colocar para fora e por esse motivo, o livro foi escrito num tempo recorde.
Depois disso, reli a obra 22 vezes (sim, eu contei!) e quatro beta readers foram designados para a leitura. Agora o livro passará por 3 revisões e só então entrará na diagramação. Mas é para 2012, nem acredito!!

6 – Bem, eu como parceiro de seu trabalho e da Editora Dracaena, tenho como objetivo divulgar o trabalho de autores nacionais como o seu, no meu site e nas redes sociais, em sua opinião, as redes sociais estão dando o resultado esperado?

As redes sociais são o futuro acontecendo hoje mesmo. Tudo será digital dentro em breve. As relações humanas estão mudando e a internet é o novo meio de comunicação de massa.
Os resultados são bons, mas ainda longe do ideal. Estou trabalhando nisso, investindo tempo, aprendendo a usar as ferramentas disponíveis. Sei que existe demanda para o tipo de literatura que escrevo. Só preciso encontrar meus possíveis leitores e quando isso acontecer, tudo será mais fácil. É uma jornada feroz, mas muito divertida.

7 – Vanessa, eu acompanho o seu trabalho a mais de um ano, leio opiniões e muito sobre o que anda planejando. Mas, por acaso, já esta em outro projeto para após o lançamento de A Aposta?

Depois de A Aposta será lançado o drama O Homem de Todas as Minhas Vidas, no início de 2013. Esse livro já está pronto, revisado e entrará para diagramação.
No momento, finalizei meu oitavo livro, intitulado A Noite em que as Estrelas Caíram. Foi uma obra escrevi em 2011 e reescrevi agora, em 2012. É uma ficção científica das boas, repleta de ação e reviravoltas fenomenais... ah, e tem romance também! Estou iniciando o processo de leitura e edição, o que demora cerca de quatro meses, talvez mais por se tratar de um livro bem complexo.

8 – O encontro que fez a algum tempo atrás com os demais escritores da Dracaena , conte-nos como foi esse episódio.

Foi excelente. A atmosfera de um encontro desses é contagiante... me senti em casa. Adoro livrarias e gosto mais ainda quando o assunto em pauta é a literatura. Senti falta dos blogs de São Paulo, poucos compareceram. Sei que haviam outros eventos na cidade naquele dia, e só por isso estão perdoados! KKKKKKKK.

9 – Vanessa, muito obrigado pela entrevista, espero que assim como eu tenha gostado, se tiver algo mais a acresentar fique a vontade, aproveite e deixe um racado aos leitores.

Adorei a entrevista. Odeio falar sobre mim, mas adoro contar sobre minhas obras e novos projetos.
Um beijo grande aos leitores do blog e mais uma vez, muito obrigada por esse espaço!




segunda-feira, 18 de junho de 2012

Literafics Entrevista - José Oliveira

Bom dia meus amigos leitores. Nesse fim de semana tive a honra de entrevistar mais um autor, seu nome é José Oliveira e estou estou lendo seu livro O Alma. Este livro é muito bom, já estou na metade dele, mas ainda tem muita coisa para ler.

José Oliveira é escritor formado em Leras e Pós-Graduado em Estudos Literários. Já escreveu outros livros como Amargo Pecado (Editora Novo Século) e Réu dos Sonhos (Editora Novo Século).

A Obra O Alma esta na postagem aqui no blog com toda a ficha técnica, ao terminar a entrevista leia aqui

Leia a entrevista que fiz com esse fantástico autor, e alguns spoilers de O Alma.


1 – Como você se descobriu um escritor?
JO: Desde pequeno fui fascinado por livros, gostava de escrever letras de musicas e fazer pequenos contos, sempre me destaquei em redações etc. Ao ler o retrato de “Dorian Gray” de Oscar Wilde e “O Exército de um homem só” do grande Moacyr Scliar, pensei: um dia, quero ser como estes caras (escritor).

2 – A ideia de mexer com seres de outro planeta foge um pouco do que muitos livros já sugeriram que foi o sobrenatural e o divino. A ideia do livro remete uma ideia de que nós não estamos sozinhos no universo. Poderia comentar sobre isso de acordo com suas percepções?
Jo: Acho que a humanidade erra demais, por isso acredito que há exceções de povos no vasto universo, também creio em Deus, e acho que a divindade deu oportunidade de vida e inteligência para vários povos. O ALMA transcende a realidade, a ficção e o sobrenatural, o cotidiano também faz parte da história do livro.

3 – O contato com esses seres extraordinários, habitantes de outros planetas trariam ao ser humano poderes inimagináveis. Você acredita que poderiam existir outras formas de vida que já nos conhecem e já usaram a Terra como hospedaria e objeto de estudo de comportamento. Se sim, por que em primeira impressão sempre pensamos que somos seres de uma tecnologia social tão inferior.
JO: O livro remete uma ideia de que o mundo de onde O ALMA vem, era um exemplo universal, pois não havia guerra, ambições ou criminalidade, eles nos observavam a todo tempo para simplesmente saber o que não fazer e manter a essência boa de cada ser.

4 – O livro traz a figura de um policial que tenta de todas as maneiras combater o crime em Curruta. Quanto à figura desse herói social aqui no Brasil, e em sua opinião, você acredita que a mídia dá más influências sobre sua conduta tornando-os tão vilões quanto bandidos?
JO: Em todas as áreas há ótimos e péssimos profissionais, penso que a mídia em si não dá mais influências, as pessoas que adotam uma forma diferente do que a principio foram contratadas porque querem tirar proveito de tudo. O delegado Jarbas, (do livro), no entanto, é o tipo de profissional que não se corrompe.

5 – E Jefferson? Qual será a função que desempenhará na história com O Alma?
JO: Jefferson é o hospedeiro do ser sobrenatural que chega à Terra. Ele em sua forma original, também é um herói, cresceu sem os pais, mesmo com as dificuldades, tornou-se escritor e professor, embora sua aparência física não seja um diferencial, sua intelectualidade conquistou uma bela mulher: a Manu.

6 – Você (Posso chamar de você?), é formado em letras e pós-graduado na área, conte para os leitores mais de sua vida profissional, e os caminhos que percorreu, fique a vontade.
JO: Você, claro...(risos)! Cresci numa pequena cidade de 4mil habitantes no interior do Paraná, por necessidades financeiras, aos 12 anos já tinha que acompanhar meu pai na roça e estudar à noite. Estas dificuldades, em todos os aspectos, me faziam sonhar, os livros eram o refugio, aos 19 anos saí de casa em busca do melhor, em resumo, tudo deu certo. Embora a minha formação, trabalho numa área técnica há 14 anos na Unilever Brasil. A formação contribui para o meu profissionalismo e crescimento literário que não é apenas escrever, recebo muito originais para ler e dar alguns retoques, já escrevi prefácios de dois belos livros também.

7 – Quais são as próximas ambições suas com relação à literatura? Irá produzir mais livros?
JO: Quero crescer, e muito, busco sempre aprender, a escrever algo quase todos os dias, ler clássicos e autores novos. Já tenho um projeto praticamente finalizado, quero fazer uma carreira literária, trabalho sempre pensando que dinheiro e sucesso são consequências de um trabalho bem feito.

8 – Quanto ao Cenário literário brasileiro. Em sua opinião o que é avanço e regresso do ponto de vista de um autor nacional?
JO: É um universo em expansão, muito melhor que em 2008 quando publiquei meu primeiro livro, e acredito que ainda vai melhorar, infelizmente, não somos um País de leitores, nossos governos querem ser em melhor em tudo, fica comparando nossas festas, futebol e economia com os outros países, mas nossa literatura... nem é citada. Em relação aos Argentinos, por exemplo: levamos uma goleada em formar leitores... mas isso não é de interesse de nossas autoridades mesquinhas.

9 – Muito obrigado pela sua participação aqui no blog Literafics, deixe um recado aos leitores e se tiver algo a acrescentar esse é o momento.
JO: O prazer foi todo meu! Aproveitar para apresentar meus outros livros: “O Réu dos Sonhos” e “Amargo Pecado” publicados pela Novo século.
“A literatura é mais nobre e barata riqueza que alguém pode ter e que ninguém consegue tirar de você.” Abraços.


Espero que tenham gostado - Forte Abraso! (Entrevista concedida a João Pedro da Costa)

sábado, 5 de maio de 2012

Entrevista de Léo Kades, Editor Chefe da Editora Dracaena


Boa tarde queridos leitores do blog. Leiam a entrevista com Léo Kades, Editor Chefe do Grupo Oxigênio, do qual faz parte a Editora Dracaena, Publica Livros e Editora Oxigênio.


Como começou sua carreira editorial?
Eu fazia um programa de rádio e era apaixonado por livro. O que fiz primeiro foi abrir um espaço literário em meu programa, onde diariamente indicávamos livros para os ouvintes.
Um tempo depois deixei o rádio e criei o Grupo Oxigênio, empresa que inicialmente trabalhava com marketing editorial e tempos depois se transformou na editora Oxigênio.

Quais suas influências literárias?
Os autores que moldaram muito daquilo que escrevo ou publico são: Neruda, Lorca, Thoreau, Jack London, Tolstoi e Dostoievski.

Cite cinco livros que você considera importante ler.
O chamado selvagem de Jack London; Na natureza selvagem de Jon Krakauer; Feliz ano velho de Marcelo Rubens Paiva; Confesso que vivi do Pablo Neruda e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos, das autoras Roberta Spindler e Oriana Comesanha.

Além de editor, você também é autor de livros. Fale um pouco sobre eles.
Considero que minha carreira como escritor está um pouco separada daquilo que faço pela Dracaena. Eu digo isso devido ao segmento adotado em minhas primeiras obras, que são livro diferentes do que temos publicado pela Dracaena.
Porem, agora em 2012, eu irei lançar dois novos trabalho. Um deles é o livro Pardais na chuva, que é um trabalho poético e filosófico, direcionado para o mercado espanhol e o livro O Rei dos Esquilos, um trabalho infanto-juvenil ilustrado pelo Nanuka Andrade que é, na minha opinião, um dos melhores ilustradores que o Brasil tem. O Rei dos esquilos será lançado em pelo menos 05 idiomas e será voltado ao mercado internacional, aproveitando a distribuição mundial que conquistamos esse ano.

De onde surgiu a idéia da Editora Dracaena? Como surgiu o nome?
Eu já trabalhava com a Editora Oxigênio em livros motivacionais e de autoajuda, mas sempre quis ter uma editora mais aberta aos novos autores, e assim publicar gêneros como romance e ficção, alem de clássicos da literatura.
A Dracaena nasceu desse desejo.  O nome veio da arvore Dracaena Cinnabari, que é uma árvore nativa do pequeno arquipélago de Socotra, no Oceano Índico, próximo do Nordeste Africano. Na verdade, lá é único lugar no mundo onde ela pode ser encontrada. É conhecida como “Árvore sangue do Dragão” em função da sua seiva vermelha, um líquido brilhante que pode ser usado como remédio.

Qual a maior dificuldade enfrentada para colocar um novo autor no mercado literário?
São muitas, mas posso destacar a dificuldade em alcançar as grandes redes.
A Dracaena tem se esforçado para driblar dificuldades como essas e temos alcançado certo sucesso. Devo isso a qualidade de nossos livros aliados a contratação de profissionais competentes envolvidos em nossos projetos.

Quais os segmentos editoriais que a Editora Dracaena tem publicado?
Romance, Ficção, Literatura Clássica e Infanto-Juvenil. No inicio desse ano criamos o selo Oxigênio que tem publicado livros de Autoajuda, Saúde e Espiritualidade.

A Editora assinou há pouco tempo um contrato de distribuição internacional, uma vitória importante para autores que querem ser reconhecidos fora do segmento nacional. Como funciona essa distribuição?
A principio estaremos distribuindo nossos principais títulos em países de língua espanhola em formato digital. Porem, até 2013, teremos muitos lançamentos no mercado espanhol em formato digital e também físico.
Acredito que estamos fazendo o caminho inverso, pois muitas editoras tem trazido livros de autores internacionais para o Brasil, já a Dracaena tem levado o autor brasileiro para fora do país.

Que importância teve esse contrato para a Editora?
Com isso, nos preparado para uma grande ampliação da editora e, em poucos meses, teremos nossos primeiros lançamentos internacionais. Também estamos preparando as versões em espanhol e inglês de alguns títulos.

Fale sobre a distribuição nacional. A Editora tem encontrado barreiras?
Sim, sempre temos barreiras para colocar um novo autor no mercado. Porém, temos tido um grande cuidado com os livros produzidos por nossa equipe e temos notado que um trabalho de qualidade acaba driblando muitas barreiras.

Quais são as dificuldades para os autores nacionais lançarem seus livros?
Creio que a falta de informação é a maior dificuldade encontrada por muitos autores.
Na Dracaena o autor pode ter acesso direto ao editor e com isso tirar muitas dúvidas.

Este contato é um diferencial da Editora. Como surgiu esse conceito de relacionamento?
O processo de publicação da obra é acompanhado pelo autor e isso faz com que ele aprenda muito sobre o real processo de publicação, revisão, diagramação e impressão final do livro.
Isso tem sido muito útil, visto que em muitos casos o autor está publicando seu primeiro trabalho.

Nota-se que a Editora tem um grande cuidado com a questão de design. Temos como exemplos as capas dos livros. Como funciona o processo desde a criação das capas até suas aprovações?
De fato um livro costuma ser julgado pela capa, pelo menos é o que eu penso.
Acredito que um bom designer contribui muito com a obra e por isso a Dracaena se preocupa em apresentar o livro da melhor maneira possível.
Para que isso aconteça, o autor irá contribuir com todas as informações possíveis sobre a obra para em seguida iniciarmos o processo de criação. O resultado sempre é incrível.

Como o autor pode estar enviando um original para a Editora Dracaena?
É bastante fácil. Basta acessar nosso site, ler com atenção as informações básicas e em seguida enviar seu original para: publique@dracaena.com.br
Uma boa dica para os novos autores é: Acesse o site e busque saber se a editora publica livros dentro do segmento de sua obra.

Obrigada pela entrevista. Deixamos aqui o espaço aberto para você deixar sua mensagem.
Agradeço o espaço aberto e quero agradecer pelo tempo disposto.
Coloco-me à disposição de todos que queiram compartilhar suas ideias e contribuir de alguma forma com a literatura nacional. Basta enviar um email para: contato@kades.com.br



Entrevista concedida a Aline Martins - Marketing Editorial – Grupo Oxigênio.
fonte concedida: http://editoradracaenanews.blogspot.com.br/2012/05/entrevista-com-leo-kades-editor-chefe.html


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Confira entrevista com Raphaella Mello, autora do “livro Segredos de um Vampiro”.



"Publicar o primeiro livro foi como você pensava?
Achei que seria mais difícil. Receber as respostas das Editoras foi rápido. Das sete editoras para as quais enviei a sinopse, três ficaram interessadas. Escolher uma entre elas foi o mais difícil, pois todas as propostas eram boas.

De onde veio a inspiração para Segredos de um Vampiro?
Sempre acompanhei o assunto, pois sou apaixonada pelo tema. Assisto e leio tudo o que posso sobre vampiros e uma noite, ao me deitar, a ideia central da história surgiu. Fiz anotações e no dia seguinte comecei a desenvolver o texto.

Qual o ponto mais forte e mais fraco do mercado literário nacional, na sua opinião?
No momento, o ponto mais forte é que algumas ótimas editoras estão investindo em novos autores e dando oportunidade a eles de mostrarem seus trabalhos, ótimos trabalhos. O ponto mais fraco é que ainda falta muito incentivo para autores, pois publicar um livro é algo que exige um grande investimento.

Quando decidiu escrever sobre vampiros, ficou com medo de que as pesssoas achassem que fosse mais do mesmo?
Em alguns momentos sim. Muitos falam que o tema "vampiros" já se esgotou etc. Porém isso não é verdade, pois constantemente se publica um livro novo, são lançados filmes e séries e cada um deles aborda o tema de forma diferente, basta usar a criatividade. A maioria torna-se sucesso.

Como o público está reagindo a sua história, na sua opinião?
Estou satisfeita com a aceitação do livro, as pessoas estão gostando e a procura tem sido grande.

Qual foi o momento mais marcante na sua carreira até agora? Aquele que você pensou: Ai, agora eu sou autora.
Quando recebi o livro pronto. Foi muito emocionante, ele ficou lindo, o material utilizado é de primeira. O segundo momento foi a noite de autógrafos. Receber o carinho dos amigos e de pessoas que compareceram me fez sentir, definitivamente, uma escritora.

Quais suas referências literárias?
Gosto muito de ler Dan Brown, Philip Pullman, Beth Fantaskey, entre outros. Sempre aproveito algo dos livros que leio.

Cita para a gente um livro que você lê e pensa: gostaria de tê-lo escrito?
O último livro que li e tive esse sentimento foi o da Beth Fantaskey, "Como se livrar de um vampiro apaixonado". Eu estava ansiosa aguardando a resposta das editoras e num sábado passei pela livraria do Shopping e vi o livro. Como sou apaixonada pelo tema e gostei da capa, comprei, pois ainda não conhecia a autora. Não sosseguei até terminar de lê-lo, estou esperando o segundo.

Como é o relacionamento com a editora? É como você pensava?
É melhor do que eu esperava. Tudo o que preciso eles estão à disposição para me ajudar, a capa ficou linda, o material de divulgação do livro também. Não há burocracia.

O que podemos esperar das futuras obras de Raphaela Mello? Algo ainda para esse ano?
Estou escrevendo a sequência de "Segredos de um Vampiro" e trabalhando na revisão de outros dois livros.
Esse ano me dedicarei à divulgação de "Segredos de um Vampiro", quero finalizar os outros livros para ano que vem publicá-los.

Algum recado para os nossos literatos?
Gostaria de agradecer o carinho com que os leitores e as mídias sociais me receberam e todo apoio que estou tendo. Todos os dias recebo mensagens elogiando o trabalho, isso é um incentivo para continuar."

Fonte: http://www.literaturadecabeca.com.br/2012/04/literatura-entrevista-raphaela-machado.html

Autoras Nacionais em Destaque - Confira entrevista com Janethe Fontes, autora do livro Sentimento Fatal.


A Editora Dracaena realizou entrevista com a autora de Sentimento Fatal. Dê uma espiada pela fechadura nesta entrevista.


"Entrevista com Janethe Fontes, autora do livro Sentimento Fatal.
O que lhe inspirou a escrever Sentimento Fatal?

Não sei lhe dizer exatamente o que me inspirou. O fato é que quase todos os dias somos bombardeados por notícias que envolvem violência contra a mulher, pedofilia e abuso sexual. E não há como não se impressionar com isso... Como não se sensibilizar com esses casos. O pior é que parece que o índice de violência e abuso está crescendo a cada dia, mas não há como afirmar isso com cem por cento de certeza. Afinal, a história nos mostra que esses tipos de violência (abuso sexual de crianças e violência contra a mulher) sempre existiu... Muita gente sofreu calada horrores entre quatro paredes, e apenas agora está tendo coragem de denunciar seus agressores... Estima-se, porém, que o índice de crianças abusadas sexualmente e mulheres agredidas seja ainda maior. Segundo pesquisas, apenas 10% dos casos são registrados na polícia.
Como você vê a relação amor e agressão que é aceita por muitas mulheres que dizem estar apaixonadas?

A paixão é um sentimento muito complicado... irracional, na verdade. Mas quanto à “aceitação” da agressão por muitas mulheres, acho que é muito mais fácil criticar a conduta do que encontrar as respostas. Por isso, é preciso ter muita cautela ao falar desse tipo de assunto. Quem nunca ouviu falar “que um tapinha não dói”?

Pois é, a sociedade é muito controversa, cobra um tipo de conduta, mas prega outra...


Quais os tipos de incentivos que se podem dar as mulheres que perderam a alegria dentro de relacionamentos destruídos pelas agressões?

Nossa, que pergunta complicada! Não sei se vou conseguir responder a contento... Pelas minhas pesquisas e leituras sobre o assunto, geralmente, uma mulher que viveu esse tipo de relacionamento leva anos para recuperar sua autoestima. Elas sentem vergonha ao falar do assunto. A culpa pela inação, em alguns casos, perdura por toda a vida. Talvez, só o “apoio moral” dos amigos e familiares ajude. Mas esse apoio não pode estar acoplado à crítica, o que é muito comum nesse tipo de situação.


Existem maneiras de identificar esse tipo de amor doentio antes que se torne agressivo?

Acredito que sim, mas não é tão simples. Se fosse, já teria tratamento para isso há muito tempo. Há quem pense que “amar é doar-se completamente ao outro”, que o ciúme ajuda a “apimentar” a relação. Para mim, amor não é isso. Mas, quem disse que eu estou certa?


Que tipo de retorno você busca receber com o livro Sentimento Fatal?

Procuro não colocar expectativas demais sobre os meus livros. Espero apenas poder proporcionar ao leitor bons momentos de leitura... e de reflexão também.


Acredita que as leis ainda são brandas e falhas perante crimes de pedofilia, violência sexual e doméstica?

No Brasil, as leis são brandas e falhas não somente para crimes de pedofilia, violência sexual e doméstica. Aqui, a justiça é lerda e burra para tudo o que é tipo de crime!! Veja a quantidade de crimes cometidos por motivos extremamente fúteis! Diariamente, pessoas são agredidas nas ruas, sejam por serem negras, homossexuais ou nordestinas. E onde estão os criminosos? Soltos, claro!

Acredito que para combater a violência, além de leis mais severas, faz-se necessário um trabalho intenso de conscientização junto à sociedade.


Como chegou até a Editora Dracaena?

Não lembro em qual blog literário eu vi um artigo sobre a editora. Então, procurei maiores informações na net, para conhecer a linha editorial da Dracaena, e aí eu enviei minha obra.


Projetos para 2012?

Nossa, são tantos!! (rsrs) E eu estou super entusiasmada com alguns projetos que estou iniciando... Espero apenas dar conta de tudo; afinal, não tem sido fácil administrar a carreira literária com a profissional, mas como tenho uma personalidade "ativa demais", não consigo "aquietar". Estou sempre com a cabeça a mil por hora, voando alto e em alta velocidade. Não posso falar sobre todos esses projetos agora. O bom senso me diz que devo esperar um pouco mais. Então, em breve divulgo as novidades. Aguardem!"

fonte: http://editoradracaenanews.blogspot.com.br/2012/04/autora-nacional-em-destaque.html

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Vanessa Bosso conta mais sobre seu novo livro - Possuída

Bom dia meus amigos leitores! Semana passada anunciei aqui no blog que Vanessa Bosso tinha já em mentes um novo lançamento para esse ano ai estau. Enviei um e-mail para ela na semana passada e hoje ela retorna com a resposta de um EXCLUSIVA para o Literafics sobre seu novo livro. 


1- Vanessa conte-me um pouco mais além da sinopse do livro do que está vindo por ai.

Possuída conta a história de Alicia, uma garota de 17 anos que perdeu os pais e o irmão mais novo em um acidente. Pouco tempo depois, Alicia começa a ouvir vozes, sentir arrepios estranhos e por aí vai. Mas então, as coisas começam a se intensificar de maneira pavorosa até que Lucian surge para esquentar a trama... Nessa obra teremos anjos, demônios, romance, mistério e uma dose interessante de humor para quebrar um pouco a seriedade do assunto.

2- Seus temas são de características que deixam o leitor intrigado com as próximas páginas do livro, Possuída seguira a mesma técnica?

Possuída segue o mesmo princípio. Os capítulos sempre terminam em algum momento crucial... acho que os leitores irão devorar a história. 

3- Fale um pouquinho do plano de Lúcifer com relação à trama da história. O que seria de tão diabólico assim?

Lucifer só quer uma coisa: abrir as portas do inferno. E ele fará o que for preciso para conseguir atingir seu intento. Coitadinha da nossa protagonista!!!

4- Por que escolher uma garota de 17 anos para protagonizar o livro?

Gosto dessa idade. É uma delícia narrar os fatos e os pensamentos típicos dessa faixa etária. Também adoro criar as personalidades e a história que moldará o futuro adulto da história. 

5- De onde surgiu a idéia de Possuída?

Possuída já estava na minha cabeça há algum tempo. Eu queria muito escrever sobre anjos e demônios. Num belo dia, acordei com parte da história prontinha e então, comecei a digitar.


6- Já falou para mim em outra entrevista sobre sua preferência por temas que mexem com as dúvidas das pessoas,  Possuída trará a tona verdades escondidas de nós?


Gosto de mexer com as pessoas, gosto quando elas colocam em dúvida suas próprias crenças. A dúvida e a curiosidade são ferramentas incríveis, que nos movem, que nos levam a querer saber mais, descobrir os grandes mistérios, escancarar todas as portas fechadas... Possuída tem muito disso, o que torna o livro instigante. 


Adorei a entrevista! Beijo grande!!
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É isso ai galera! Até a próxima postagem, um abraço e SUCESSO!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Entrevista com Amanda Vieira - O Vale das Borboletas


Bom dia meus amigos leitores que acessaram hoje, dia 19/01. Bem estou assim escrevendo com empolgação por causa da entrevista que acabou de chegar no meu e-mail toda respondida e muito boa. Foi uma das melhores que já fiz, quem sabe se o pessoal quiser não vai para minha coluna no jornal. Mas vamos parar de gracinhas e terminar logo com isso. Ai vai!



1- Estava vendo a ficha de seu livro, ela se passa aqui no Brasil,
isso deixa claro que você é bem brasileira. Fale-me sobre sua
motivação para escrever o livro, como surgiu?

À medida que eu lia diversos livros, eu percebi a enorme vontade de criar uma história que tivesse um pouco de tudo, romance, mistério, aventura, um livro que fosse para todos os gostos de leitura. Eu sempre queria mexer nas histórias que eu lia, mudar o final, um capítulo, então percebi que na verdade eu queria mesmo era escrever uma história só minha, com os personagens que eu iria criar. A inspiração para o livro veio em seguida, de um lugar lindo que também tem o nome do livro, localizado em Minas Gerais, um livro super brasileiro.


2- Quando escrevemos algo bom recebemos elogios e críticas.  Como foi
para você quando começou a tê-las?

Acredito que quando você se expõe deve estar preparado para ser rejeitado, é um risco que vale a pena correr, críticas construtivas são bem-vindas e ajudam qualquer profissional a crescer, a melhorar o seu trabalho, e é imaturidade ficar aborrecido quando você não agrada alguém. Por enquanto, até porque o livro está saindo da gráfica, só tenho recebido elogios, e é uma sensação maravilhosa, faz o meu dia ficar melhor e me dá mais incentivo para continuar escrevendo.

3- Seu livro é um romance que retrata algo que ainda não vimos na
literatura. Explique-me por que escolheu Borboletas?

Adorei essa pergunta, porque você conseguiu extrair exatamente o que eu queria do livro. Eu queria escrever algo diferente e único, um livro que não precisasse ter bruxas, vampiros, anjos ou qualquer criatura sobrenatural para ser mágico, acho que está faltando isso na literatura de hoje, não que eu não goste, na verdade ainda pretendo escrever algum livro nesse estilo, mas eu queria algo que fosse mais próximo do leitor, algo que ele pudesse se imaginar vivendo e foi então que surgiu O Vale das Borboletas, um livro que tem um pouco de tudo, amor, mistério, aventura e que às vezes parece surreal por explorar alguns fenômenos da natureza pouco conhecidos.

4- Na capa existe uma imagem como se fosse uma pintura. Qual a ligação
da pintura com o texto?

A pintura retrata uma das cenas mais importantes do livro, o clímax, na verdade, por isso não posso dizer muito. Além de mostrar o lugar onde a maioria das cenas acontecem, O Vale das Borboletas, que é o palco principal dessa história, um lugar fantástico, onde a natureza generosa caprichou em cada detalhe, com suas grutas exuberantes, cachoeiras majestosas e uma vegetação intensa, um lugar mágico onde as borboletas nunca vão embora.

5- Quando descobriu seu gosto como leitora e viu que podia escrever um livro?

Eu sempre gostei muito de ler e escrever, mas nunca tinha levado a sério. Outro dia encontrei uma pessoa que me lembrou de uma mania que eu tinha esquecido. Ela trabalhava em minha casa e eu costumava ler para ela algumas coisas que eu escrevia enquanto ela varria a casa. Quando criança, também escrevi e montei um livro com uma história que eu tinha criado e que depois eu perdi, mas a vida foi varrendo todos esses textos para debaixo de algum tapete que me fez tropeçar mais adiante, e a queda me fez enxergar que a coisa que mais me fazia feliz era poder dividir com as outras pessoas o que eu tinha de bom, afinal, Deus não acende uma luz para ser colocada debaixo da mesa. Comecei a escrever o meu primeiro livro por uma brincadeira, não imaginava que iria ficar tão bom a ponto de ser publicado, mas à medida que eu colocava no papel tudo que eu tinha criado e percebia a enorme facilidade que eu tinha para desenvolver a história, eu fiquei ainda mais apaixonada pela escrita e me considerei muito louca por não ter descoberto isso antes.

6- Quem mais a motivou para escrever o livro e quais os desafios para
escrevê-lo?

A pessoa que mais me incentivou a escrever foi o meu namorado, aliás, tudo começou com uma aposta, a brincadeira era ver quem escrevia um livro primeiro. É claro que ele nem começou, mas no dia seguinte eu rabiscava os primeiros capítulos em um caderno comum, mesmo não tendo ideia de como eu faria para digitar o texto depois. Na época, eu ainda não tinha o meu companheiro de escrita, um notebook, mas dizem que quando o discípulo está pronto o mestre aparece, e um mês depois eu já estava digitando o texto nele. Mas acredito que o maior desafio foi encontrar tempo para continuar a escrita, isso foi difícil e às vezes era o que mais me desanimava.

7- O que sentiu quando os livros chegaram fresquinhos da gráfica?

Os livros estão saindo da gráfica agora, por isso ainda não os recebi. Mas sem dúvida alguma, se posso prever a minha sensação, é que vai ser um dos dias mais felizes da minha vida, como receber nos braços o seu primeiro bebê, ver o seu sonho nas suas mãos é indescritível, nenhum dinheiro paga o valor de um único livro nas minhas mãos, porque um livro ou milhares dele têm o mesmo preço para mim.

8- Fale mais sobre você, sua vida, história, diga quem é Amanda Vieira?

Eu sou uma garota comum, mais ou menos tímida, mais ou menos vegetariana, que saiu de uma cidade pequena para buscar os seus sonhos. Atualmente eu estou cursando o último período de enfermagem na Universidade Estadual de Montes Claros e faço violão no Conservatório Lourenzo Fernandez. Tenho um violão rosa e um monte de livros que são os meus tesouros. Adoro chocolate branco e sorvete e mais que tudo, de uma boa gargalhada. Gosto de ficar em casa vendo um bom filme ou na companhia de algum amigo, sou extremamente sonhadora, com um pé na realidade e outro na lua e escrever é o que me faz realmente feliz.

9- O Vale das Borboletas terá uma continuação ou será só um único volume?

Por enquanto é um livro só, mas tudo depende da aceitação dos leitores, portanto essa é uma pergunta que será respondida por eles.

10- Deixe um recado aos leitores do Literafics.

Primeiro, eu quero agradecer ao espaço que você está abrindo aqui para que os leitores possam conhecer um pouco mais sobre mim e sobre o meu livro, muito obrigada mesmo, foi um prazer passar esse tempo com você. E aos leitores, convido-os a conhecer um lugar onde as borboletas nunca vão embora, uma história que vai tirar o fôlego de quem tiver coragem de se aventurar e um muito obrigada ao enorme carinho que me dão.
Sintam-se todos abraçados por mim.

Espero que tenham gostado pessoal, até a próxima postagem.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Entrevista com Roberta Spindler - Contos de Meigan

Boa tarde meus amigos Leitores do Literafics. Fiquei ansioso a semana toda esperando a resposta de Roberta Spindler para colocar aqui a entrevista que fiz com ela nesses dias que passaram. E como eu gosto disso, já coloquei aqui no blog para vocês darem uma olhada de como foi isso tudo. E ela me disse que poderá me enviar um exemplar do livro para resenha aqui no Literafics.


1- Quem é Roberta Spindler?


Tenho 26 anos e nasci em Belém do Pará. Sou uma nerd confessa, adoro quadrinhos, vídeo games, cinema e RPG. Escrevo desde a adolescência e sou apaixonada por literatura fantástica. Além de Contos de Meigan, publiquei nas antologias Psyvamp e Deuses, da Editora Infinitum, e Tratado Secreto de Magia – Vol. II, da Editora Andross.
Quer conversar comigo? Meu twitter: @robertaspindler


2- Pergunto isso para todos os entrevistados pelo blog. Como e quando começou a gostar de literatura?
Sempre gostei de ler, mas minha paixão por livros começou mesmo quando li pela primeira vez “O Senhor dos Anéis”, aos  catorze anos. A obra de Tolkien me fascinou e percebi naquele momento que os livros podiam ser mágicos. 


3- E quanto ao livro, Contos de Meigan, como surgiram as idéias do livro e quanto tempo precisou para o projeto da obra ficar pronto?
A ideia para escrever Contos de Meigan surgiu quando eu ainda estava no Ensino Médio. Eu e Oriana já escrevíamos fanfictions do seriado Arquivo X juntas (nossa paixão na época), mas decidimos fazer algo de nossa autoria. Começamos meio que brincando, mas depois, com o passar do tempo, fomos tomando gosto pelos personagens e pelo mundo que estávamos criando. 
Trabalhamos no projeto por quase sete anos. Como começamos a escrever muito jovens precisamos desse tempo para que a história fosse aperfeiçoada e Meigan se tornasse um mundo mais complexo e crível.


4- Eu achei interessante o fato de ter visto que o livro foi feito em co-autoria com Oriana Comesanha, teve motivo especial ou foi apenas por que as duas participaram das idéias para a obra?
Como falei anteriormente, eu a Oriana somos amigas desde a época do colégio. Sempre tivemos gosto por escrever e desde a adolescência criávamos em conjunto. Com Contos de Meigan não foi diferente. 


5- Contos de Meigan trabalha com o paralelismo dimensional de nosso planeta Terra, e com isso procurou trabalhar a vida de outros seres que dominam a natureza de uma forma diferente de nós: Os Humanos dominam e exploram já os Magis buscam a interação e atividade conjunta a natureza. Essa idéia busca passar alguma mensagem além de uma ficção? 
Acredito que essa interação harmoniosa dos magis com a natureza pode apontar algo que, ao longo da história, foi perdido pela humanidade. Essa ideia de unicidade, que mostra que o homem é apenas um integrante da natureza, foi de certa forma esquecida, mas hoje algumas pessoas e movimentos tentam recuperar.


6- A personagem principal da estória do livro busca se redimir com seu povo e acaba encontrando problemas em seu caminho. Os cártagos foram banidos do povo original e procuram o conflito com suas raízes, qual será o papel de Maya Muskaf?
Inicialmente, Maya só busca retomar a relação com sua mãe. Ela quer deixar as brigas e desentendimentos para trás, para assim poder descobrir mais sobre si e sobre seu passado. Como pode ver, é uma busca muito pessoal. Entretanto, a invasão dos cártagos acaba por obrigá-la a se envolver em situações que ela não gostaria de lidar naquele momento.


7- Existem muitas tramas que envolvem a manipulação dos poderes da natureza de forma sabia. Você, na sua concepção de mundo, acha que isso tem alguma parte de real que pode servir para nosso mundo?
Acredito que o homem precisa aprender a lidar com a natureza de uma maneira mais consciente. A ficção pode nos ajudar a pensar em modelos de vida que são mais harmoniosos em relação ao meio ambiente, mas cabe a cada um de nós fazer com que a realidade se transforme.


8- Olhando o enredo de sua história me lembrei de um livro que li da Autora Marion Zimmer Bradley – As Brumas de Avalon – que tratava da perda da identidade espiritual da principal personagem que tenta se redimir com seu povo. O que o regresso de Maya ao povo Magis representa de importante na estória?
Ao retornar, Maya não imaginava que encontraria seu mundo em guerra. Então, ela acaba se vendo obrigada a assumir uma posição de liderança que não desejava. Posso dizer que o retorno da garota vai representar para o povo magi um estopim para que eles reflitam sobre questões que há muito se mantiveram ocultadas.


9- Mudando um pouco o ritmo da conversa. Você, com uma vida dupla de publicitária e escritora, encontra na literatura o que? Que tipo de sentimento ou realização?
Eu adoro escrever, por isso encontro na literatura uma maneira de dar vazão a minha criatividade e também de expressar os meus sonhos.


10- Deixe um recado para meus Leitores e sua opinião quanto ao blog, ou algo que seja importante para você quanto leitora e escritora.
Acredito que quanto mais os leitores se interessarem por autores nacionais mais o mercado crescerá. Por isso, a criação de blogs literários sérios e comprometidos como o Literafics é muito importante para o fortalecimento da literatura nacional e também da cultura de leitura no Brasil.


Muito obrigao Roberta por participar do Literafics. Eu e meus Leitores agradecem.
A pedidos de Roberta, segue os links de anúncios e vendas do livro Contos de Meigan:



Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/198922
Fanpage: www.facebook.com/contosdemeigan
Meu blog: www.rspindler.tumblr.com


Livraria Saraiva:http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/3699720/contos-de-meigan-a-furia-dos-cartagos/
Editora Dracaena: http://dracaena.com.br/?modulo=Produtos&item=ProdutosView&id=25
Livraria da Travessa: http://www.travessa.com.br/CONTOS_DE_MEIGAN_A_FURIA_DOS_CARTAGOS/artigo/3da9042b-b7cf-4182-a345-7adf7037da0f


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Postagem de Comemoração 5.000 visualizações. Entrevista com Marcus Cirillo

Boa tarde Leitores do Literafics!!! Mais uma entrevista para vocês galera. Desta vez entrevistei um cara tudo de bom. Estou falando de Marcos Cirillo produtor de O Azarado. Contou para mim muita coisa e me falou de seus atuais trabalhos como ator. Bem, leia a entrevista!






Nome: Marcus Cirillo
Idade: 21
Trabalhos e Estudos: Estudante de Artes Cênicas,
Comediante Stand Up, Diretor e ator do Grupo Teatro de A a Z e ataco de Escriturário na Câmara Municipal de Agudos durante a semana... rs

Quem é Marcos Cirillo?

Geralmente as pessoas que não me conhecem me taxam como metido quando me vêem na rua, ainda me falam que ando de cara feia. Brinco falando que não tive grana pra compra uma cara melhor, mas é que geralmente sempre to com fome então o motivo pra aquela cara. E outra, não enxergo de longe ... vivo num mundo de espíritos onde do outro lado da rua só enxergo vultos... rs 
Sou um cara sempre de bem humor, adoro dar risada e fazer as pessoas rirem.. mesmo que isso signifique pagar um mico básico. Gosto de animar quem está desanimado e por aí vai. Não sou rico, vivo sem dinheiro, o Itaú e eu já somos intimos de tanto que ele liga em casa me cobrando. Sou de familia humilde, moro na vienense, minha casa ainda não está pronta. Dificuldades financeiras e tudo mais que vem no pacote. Aliás, só faço artes cênicas pq consegui bolsa 100% na facul. Aliás só fiz os cursos que fiz na vida por que conseguia sempre bolsas integrais...rs e tudo que mais aprendi de mais importante na área nao foi em cursos nem nada. Foi eu sentando em frente ao pc e ficando horas pesquisando....rs

1 – Quando teve a sua primeira sensação de que seria a Artes Cênicas a sua futura carreira?

quando tinha 16 anos eu percebi que gostava de efeitos especiais nos filmes... e comecei a ver na internet como se faziam.. até que baixei um programa e comecei a brincar... chamava meus amigos e a gente fazia alguns videos brincando. O primeiro video que fiz foi "A DANÇA DO SIRI" depois de diversos outros videos fui pegando o jeito. Minha até então namorada na época me pediu pra fazer o video da formatura dela e tal. Perdi várias madrugadas fazendo ele, mas esse video acabou nao sendo apresentado na formatura. Entretanto, no ano de 2008 fiz um curso de ADM na Faag onde fomos para um congresso de jovens na Lwarcell onde reuniao cerca de 600 jovens da regiao lá teve gincana, palestra enfim e no 1º dia o palestrante falava sobre sonhos e ele pergunto quem ali tinha um sonho. levantei a mão e ele olhou pra mim. disse que queria ganhar o Oscar! Era sim um sonho verdadeiro, mas ainda não estava tão forte dentro de mim. Todos riram, mas depois ele pediu pra que eu ajudasse ele numa magica. Me senti tão avontade naquele palco que comecei a fazer brincadeiras e juro que as 600 pessoas ficaram com maxilar doendo de tanto rir.... voltando ao curso, através de uma professora mandei o video da formatura pra uma produtora que ela gostou e entrei pra trabalhar lá. Lá aprendi mta coisa. Nesse meio tempo fiz campanha politica pra tv, meu primeiro comercial como ator (rsrsrs) e aprendi mto sobre direção. Sou mt observador. Tenho memoria visual e sempre gravo tudo que vejo e ouço. Emfim em 2009 estava eu trabalhando na Duratex ( tinha saido da produtora.. .a duratex pagava mais ...rsrs) quando ouço na radio que estudantes da Unesp estavam selecionando elenco pra fazer um live action do Cavaleiro dos Zodiacos... nao pensei duas vezes fui pra seleção e peguei papel principal. Na época meu supervisor me liberava pra ir nas gravações que aconteciam em bauru. Depois desse trabalho fui pulando de um pra outro.
Em 2009 atuei em 3 médias-metragens. Nesse meio tempo eu havia entrado pro curso de INSTRUMENTAÇÃO no SENAI, mas não durei uma semana, física não eh minha area...MESMO....rs
Meus pais ficaram P da vida comigo... resolvi me aplicar mais na minha verdadeira área.... até que sai da Duratex... ai sim eles ficaram P... mesmo!

2 – Seus familiares apoiaram a sua escolha de carreira?

No inicio nem um pouco. Sempre era jogado na minha cara as coisas.. ainda mais depois de ter saido da duratex. Mas as coisas começaram a acontecer.. e o reconhecimento começou a brotar... e hoje até meus irmãos fazem teatro comigo....

3 – Vamos falar um pouco de seu Filme. – O Azarado – Como foi que
surgiu a idéia do filme?

Eu juro que a ideia surgiu enquanto eu tomava banho. No finalzinho de 2009, então comecei a conversar com amigos referente a como uma pessoa poderia se ferrar. fixei na cabeça que as pessoas riem ao ver as outras se dando mal. Talvez por identificação ou por ridicularização e um falso sentimento de superioridade, mas riem. Então reuni mta coisa da minha própria vida num roteiro , inclusive ainda trabalhava na Duratex quando escrevi o roteiro.. imprimi tudo lá ...hahahahahha....

4 – Durante o período de inicio até o fim das gravações, qual foi o
principal apoio ao filme e como foi para conseguir o apoio necessário
para as gravações?

Olha de inicio eu pensei só em fazer mais um video pro youtube, mas a idéia foi crescendo tanto e tomando forma que comecei a correr atrás de apoio. Dei uma de louco e fui falar com o prefeito sobre apresentar na Praça. ele adorou a idéia e entao comecei a ir atrás das empresasa da cidade. Conseguimos vários apoios, porém todos eram com materiais e não com dinheiro. A prefeitura ainda nos ajudou e muito quanto à nossa estréia. Realizando um evento maravilhoso no seminario santo antonio com direito a coquetel e tudo mais. A parte financeira do filme eu banquei do próprio bolso com o a certo que havia recebido da duratex. #TEEEENSO! rs

5 – E a experiência, como foi para você?

Foram 10 loongos meses cheios de altas e baixas. Ensaios que nao davam certo, pessoas que faltavam em dias importantissimos e ainda mais com a minha entrada na faculdade os ensaios a noite não aconteciam mais. Desavenças no grupo que se iniciavam devido à criação da tal "garota do blog" que foi um blog que alguém criou na cidade falando mal de todo mundo. Metendo o pau no filme e tambem em diversas pessoas da cidade. Coisas boas também aconteceram.Fiz a camisa para o filme. Uma conquista enorme. e um orgulho também.Tirando a parte que fui praticamente a produção de um Homem só....Escrevi, dirigi, produzi, selecionei elenco, filmei, iluminei, fiz as artes, os videos, o canal no youtube, a divulgação, corri atrás dos apoios, enfim... mta coisa pra uma pessoa só ...rs mas foi uma delicia.. estava realizando meu sonho né.... No dia da pré-estréia quando subi a escada do palco do seminário pra anunciar finalmente a exibição do filme.. estava muuuito nervoso.. pq nas minhas costas estavam o peso dos 10 meses de trabalho.. e ali tinha chego o tal momento tão esperado e que nunca pensei que fosse acontecer na minha vida.... sim me senti criança aquele dia ... uma criança que ganha sua primeira bola... mais ou enos assim sabe... 
 no Final não aguentei.. despenquei em choro e todos me abraçavam e se comoviam também... foi um dia inesquecivel! #FATO

Cirillo conta sobre seu trabalho no Teatro de A a Z

6 – Muitas pessoas perguntam se irá realizar mais um filme para dar
continuação ao O Azarado. Do seu ponto de vista, teria uma continuação
ou você pretende trabalhar com outros conteúdos humorísticos?

Trabalhar numa continuação eu quero meeesmo. infelizmente nesse semestre estou muito atolado. Muitas coiass acontecendo ao mesmo tempo. Mas queria encontrar mais apoio. Dessa vez não tenho o acerto da Duratex pra bancar. E sim .. idéias de outros temas não me faltam... o que falta mesmo é tempo e dinheiro.. hahaha

7 – O que você pretende para seu futuro na carreira de artes cênicas?
Quais as seus sonhos e ambições?

Continuo e insisto naquele sonho que disse em 2008. quero sim ganhar o Oscar! Mas sei que pra isso o caminho é longo!  E isso eh o que mais me motiva ! Estou terminando minh faculdade , estou tentando me programar pra sair do interior... mas o futuro ninguem sabe.. hoje me encontro fazendo Stand Up.. nunca me imaginei fazendo isso. e acho muito fera!... o que amanhã vai acontecer... não sei... mas to pagando pra ver .....rs

8 – Você trabalha também na área de Stand Up, como é para você quando sobe ao palco para a apresentação sabendo que é assistido por muitas pessoas e em sua maioria são colegas e amigos?

A grande pergunta é: Será que vão rir disso? O que eu acho engraçdo as vezes pode vc nao achar. Não é facil fazer um texto stand up... pode parecer simples... maaas... tem suas complicações. Até hoje não fechei meu texto.. adapto ele para onde nosso grupo OS TRIPA-TÉTAS se apresenta.... inclusive dia 19/10 temos apresentação só para idosos... ai vem aquela pergunta.. o que eles acham engraçado?? o.O' .. então tem todas essas questões.. quanto ao subir no palco.. acho que até os mais experientes na área sentem esse frio na barriga um segundo antes de entrar em cena. Mas o calor da platéia é inigualável...  sentir que todos estão ali se deliciando do momento assim como nós que nos apresentando.  Não tem preço...

9 - E a faculdade de Artes Cênicas, que valor isso tem para você em sua vida?

A faculdade em si me fez perceber que nesta área não ganhamos dinheiro... mas nós CRIAMOS DINHEIRO.. então precisamos sempre criar.. criar e criar... muita gente na faculdade espeeera demais uma OPORTUNIDADE enquanto que eu e alguns amigos tentamos CRIÁ-LAS.... montamos nosso grupo Stand Up  e estamos viajando pela região desde junho.  E é assim que se começa... com iniciativa... se for esperar dos outros... vai morrer de velho... rs

10 – (Responda se quiser) Você foi alvo de algumas críticas a partir
dos autores do filme quando a propaganda do filme saiu nos jornais da
região, de certa forma,por apenas apontar o seu nome como único no
filme fazendo alguns atores se sentirem menosprezados por parte sua. O que você na posição em que estava tem a dizer quanto a isso?

O que acontece aí eh que eu mesmo fui quem escrevi o roteiro e fiz praticamente tudo no filme ... por esse motivo que aparece só meu nome lá nos créditos... rs .. e os atores sempre me zoavam com isso.. nossa convivência e nossa relação sempre foi muito próxima, gosto de preservar este clima. Eramos praticamente uma família. E sempre exaltava todos do grupo, pois sem eles nada estaria feito... rs




 "Se fosse fácil não tinha graça" - Cirillo me contou que foi a frase que o motivou em toda a gravação e eu concordo plenamente.


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